terça-feira, 29 de setembro de 2015

Nostalgiando

         Estava montando uma playlist completamente diferente dessa, mas ao deparar com uma música mais antiguinha, me bateu uma nostalgia ( daí o titulo)  e comecei a procurar outras e mais outras músicas que eu escutava quando era pequena. Entre aberturas de séries, trilhas sonoras e vários cantores, tenho certeza que você já se pegou cantando ou dançando alguma delas ( pois não sai da cabeça). E quando vi tinha montado esta playlist. 
           No início pensei em colocar abaixo os títulos das músicas e da onde elas são, mas prefiro deixar aquele gostinho de surpresa ao escutar cada uma delas. 


Por Júlia Bueno

A Seleção - Kiera Cass

Trinta E Cinco Garotas e Uma Coroa”
                Hoje vou falar sobre a série A Seleção. Ela é composta até agora de 4 livros – A Seleção, A Elite, A Escolha e A Herdeira (infelizmente só consegui ler os 3 primeiros até agora) – e mais um livro de contos – Contos da Seleção.
                Quando vi na loja, imaginei que seria mais um livro qualquer infantil sobre princesas, mas aí parei para ler a sinopse e já me deixou um pouco curiosa. Não era um livro qualquer sobre princesas, então decidi arriscar e lá foi eu comprar de novo.
                Em um futuro distópico, depois da 4° guerra mundial, os Estados Unidos se tornaram um país chamado Illéa, governado por uma monarquia e a sociedade foi dividida em castas, de 1 ao 8, sendo 1 a realeza e 8 os miseráveis. America Singer é uma garota – ruiva, preciso dizer – da casta cinco, os artistas, não são pobres, tampouco ricos. Sua maior preocupação é assumir seu namoro com Aspen e conseguir juntar dinheiro para seu casamento. (Preciso avisar que Aspen é um Seis, o que torna o relacionamento dos dois um pouco difícil já que nessa nova sociedade a união entre pessoas de castas diferentes não é bem vista, e como a mulher sempre acompanha a casta do marido, America ficaria mais um degrau perto da extrema pobreza).
                Quando a família Singer recebe uma carta informando que o processo para inscrição na Seleção iniciou, sua principal reação é aversão. A Seleção é a forma utilizada para escolher a nova mulher do príncipe. (Com o passar dos livros você entende de onde veio esse ideia e quais são seus verdadeiros motivos). America nunca quis ser rainha ou mesmo participar, mas ela acaba sendo tentada a aceitar devido às dificuldades pelas quais sua família está passando. Nem preciso falar sobre a surpresa quando ela descobre que foi selecionada.
                Dentro do castelo conhecemos o rei e a rainha, e mais importante (pelo menos no livro 1) o príncipe Maxon – olha a concorrência aí Aspen!! – vemos o dois construírem uma amizade e America realmente tentar se manter na competição por motivos que não posso contar. Acompanhamos a vida das outras garotas - umas legais, outras nem tanto - e também a atuação dos rebeldes do lado de fora – e de dentro – dos portões.
                Foi um livro que me surpreendeu muito, juro que não esperava que fosse tão bom. Narrado em primeira pessoa, é uma história divertida, ótima para aqueles dias em que quer distrair a cabeça por algumas horas, e a leitura flui tão tranquilamente que arrisco dizer que esses é um daqueles livros que você termina em um ou dois dias.
                O começo de uma série maravilhosa, cheia de surpresas e reviravoltas, eu super-recomendo para qualquer um! E ainda estou esperando para conseguir ler o quarto (snif snif)...


               Por: Neilly Lucy

domingo, 27 de setembro de 2015

O Salmão da dúvida - Douglas Adams

         


           Vocês já devem ter ouvido falar sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias, inicialmente  foi uma série de rádio, livros ( 5 livros no total para ser exata ), game de computador e até um filme lançado em 2005.
             O criador desse incrível universo paralelo foi Douglas Adams, que por uma infelicidade do destino chegou a falecer em 2001. Como um tributo/homenagem o seu agente, amigos, assistente, esposa, entre outros reuniram tudo que acharam no computador, arquivos, gavetas, tudo que estava perdido na casa de Adams e juntaram em um só livro: O salmão da Dúvida.
               Esse livro não chega a ser uma biografia, pois não fica narrando fatos pessoais dele , e sim uma coletânea de textos feitos por ele para palestras, entrevistas e com isso conseguimos ir juntando um pouco de sua personalidade e descobrindo quem realmente foi Douglas Adams, quem era o cara por trás do Guia do mochileiro, entre tantas outras séries. Descobrimos sobre sua paixão por tecnologia, o que chega até ser engraçado, pois com o que ele era fascinado na época já evoluiu tanto que atualmente quase ninguém lembra ou se refere, por exemplo quando ele elogia os disquetes ou o tanto de utilidades do macintosh.
            No final, temos como surpresa, os primeiros capítulos do livro no qual ele estava trabalhando, que tinha como titulo "O salmão da dúvida" e se trata de mais uma história do detetive Dirk Gently  ( uma outra série best-seller), que te prende na leitura para resolver o mistério junto a Dirk, mas infelizmente Douglas não terminou a história e você,  leitor, fica com aquele gostinho de quero mais.
           Então se você ainda não leu nenhum de seus livros, pegue sua toalha e se prepare para as mais loucas aventuras.

             Por Júlia Bueno.






sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Rock In Rio 2015.02

Como prometido escolhi um pequeno número de músicas de algumas bandas ( entre Rihanna, Katy Perry, Hollywood Vampires,...) do segundo final de semana do Rock in Rio. Aproveitem ....



Por Júlia Bueno

O Que é Real?


          O amor. Sentimento lindo, que te faz sentir forte e fraco, confiante e vulnerável, estável e perdido. Tudo ao mesmo tempo. Sentimento que está cada vez mais difícil de ser encontrado.
          As pessoas pararam de correr atrás, de se esforçar, de utilizar seu tempo para procurar algo verdadeiramente verdadeiro. Elas se contentam com o que é apresentado, sem questionar se existe algo melhor. E na maioria das vezes existe.
          Amar está se tornando algo utópico. E felizes são aqueles que conseguem. No entanto, a ideia de amar está se tornando cada vez mais sólida. Esta imagem que é transmitida no dia a dia faz o ser humano sair a procura de algo que se assemelhe visualmente. Porém, ninguém percebe que a imagem é um vazio. E assim, passam a viver em uma mera projeção daquilo que poderiam ser sem  nem ao menos se dar conta. Dão-se por satisfeitos com algo incompleto.
          Não se satisfaça com migalhas, aparências, teorias... O amor pode ser o primeiro, mas também pode ser o segundo ou o terceiro ou todos eles, apenas em fases diferente. Resta descobrir qual é o "para sempre".
          O certo para uns nem sempre é o certo para os outros. E isso é o bom da coisa. Opinião alheia é irrelevante. Não importa se o que você tem não é aquilo que aparece nas novelas ou nas propagandas de Dia dos Namorados. Aquilo é fantasia. A vida real é bem diferente. É cheia de altos e baixos, vivendo aos trancos e barrancos, mas é real. Só a realidade dura para sempre.
          Apenas o que é real bate à porta todas as manhãs, te faz sentir vivo e está contigo em todos os momentos da mesma forma que você. Apenas o real te dá o devido valor, te segura nos abraços a espera do amanhã, mas no fundo torcendo para que nunca chegue.
          Quando a realidade é o certo, a Terra se torna o paraíso.
            

           Por: Neilly Lucy

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Trilha Sonora Literária

   Quando tive a ideia de montar essa playlist, achei que seria super fácil. Procurar livros em que tenham indicações ou passagens de músicas. Moleza né? Nem tanto. Eu ficava encantada quando via nomes de músicas nas histórias porque acho que isso dá um algo a mais na coisa toda. O problema foi que eu descobri que, na verdade, não existem muitos livros em que autores façam isso (até existem, mas não são a maioria) e sim muitas músicas dentro de um mesmo livro. Acho que essa é uma prática que estão começaram a trazer a tona de uns anos para cá. E por favor, continuem!
    Para não enrolar muito mais, vou colocar uma lista das músicas e os livros onde foram citadas.



  1. Made For You - OneRepublic.  Livro: A Seleção. Na verdade, essa música eu encontrei no livro Contos da Seleção, onde está indicado em qual livro da trilogia ela se encaixaria.
  2. Laugh, I Nearly Died - The Rolling Stones  Livro: Entre o Agora e o Nunca
  3. Só Hoje - Jota Quest  Livro: O Amor Não Tem Leis: O julgamento final
  4. All We Are - OneRepublic  Livro: Não Se Iluda Não
  5. Blanco y Negro - Malú  Livro: Peça-me O Que Quiser (admito que não tive a oportunidade de ler o livro inteiro, mas gostei da música)
  6. Poison & Wine - The Civil Wars  Livro: Entre o Agora e o Nunca

   Por: Neilly Lucy

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Na Ilha - Tracey Garvis Graves


        Eu comprei esse livro há algum tempo em uma promoção não sei por que, simplesmente olhei e comprei. Mas deixei de canto e acabei esquecendo, até que quase um ano depois eu decide pegar para ler. E até agora me pergunto porque enrolei tanto para isso.
                Anna é uma professora de 30 anos, que aceita um emprego como tutora para dar aulas de reforço durante o verão a T.J., um garoto de 16 que está em remissão de câncer. A família do garoto pede que ela viaje para a casa de veraneio deles em uma ilha, onde eles ficariam durante os 3 meses das férias. O problema é que durante a viagem o piloto sofre um ataque cardíaco e o hidroavião, onde estão Anna e T.J., cai no mar.
                Quando percebem, Anna e T.J. estão em uma ilha deserta, sem nenhum sinal de qualquer civilização ao redor. Os dias vão passando e suas chances de serem resgatados vão apenas diminuindo. Com o tempo vemos os dois desenvolverem uma amizade que aos poucos evolui para algo mais (isso não é spoiler, está na sinopse) e aprenderem a sobreviver apenas com os recursos da ilha e do oceano.
                A história é narrada em primeira pessoa, alternando o ponto de vista entre Anna e T.J. a cada capítulo. Paralelo aos acontecimentos da ilha, conhecemos sobre a vida da Anna e seu relacionamento, que ela sente que estava indo a lugar algum. E como é para um garoto descobrir que está doente aos 15 anos e se vê afastado dos amigos e das experiências que advém com a idade.
                 É um livro bem maduro, mesmo com sua escrita simples, onde vemos, não os conflitos normais de adolescentes ou aquela já costumeira trama romântica, mas sim duas pessoas que estão fazendo de tudo para sobreviver e não perder as esperanças de que um dia possam vir a ser salvas.
                No final, foi um livro lindo e que reforça na sua mente o pensamento de que devemos aproveitar o momento. Ser felizes com aquilo que nos faz bem sem se importar com a opinião dos outros. E que nunca devemos desistir.

Por: Neilly Lucy